Alma triste



Quando o dia fenece e o sol sobre o horizonte vai se deitar
Estrelas agitam-se, filigranas prateados põem –se a bordar
Tentam ao negrume da noite um novo lume dar
Minha alma triste, espreita ,constrói metáforas, arrepia
Tenta buscar alento para sua melancolia.
Palavras nada explicam , esvaziam-se , desanimam , 
dão-se por vencidas , silenciam.
Nesse silêncio, sorrisos fartos abreviam-se , amarelam,
deixam-se apagar.
Lembranças aflitas tornam-se fantasmas insolentes...
insistentes. 
Seguem comigo rasgando madrugadas ,tecendo manhãs.
Guiam meus passos , dominam meu coração.
Jogam-me, sem piedade, nos braços da solidão.

Postado por Inez Resende

Nenhum comentário:

Postar um comentário