Cantiga triste
De um menestrel desencantado
Pelo amor que se foi
Deixando sua alma alquebrada
E a dor era tanta
Que foi apagando as centelhas
Que a lua espalhava pelas calçadas
Para pintar de purpúreo o crepúsculo
E de prateada, a alvorada
Numa aquarela de alegres cores
Inspirando o poeta
Que, num lirismo afoito
Ia tecendo versos apaixonados
Para cantar nas noites de boemia
Diante da janela de sua amada
Mas ela, coitada
Cansada de dividir o amor do menestrel
Com a lua prateada
Foi embora, perdeu-se na estrada
Deixando ao poeta a tristeza
E versos de uma poesia inacabada
Um vazio no peito
E uma saudade danada.
Postado por Inez Resende





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