-Saudades

-Saudades, meu senhor, não posso deixar aqui
E tampouco eu posso levá-la aos poucos...
Saudades, meu senhor, se carrega junto, bem junto,
Pois nasce e vive no peito, dentro da alma do sujeito!
Saudades, meu senhor, traz DNA de dor de amor e só
Por isto já merece passar sem ter que satisfação dar. 
Mas não passou. 
Não havia passaporte, 
Sexo, 
Religião, 
Dinheiro ou
Posição que a justificasse, 
E ele teve que ficar. 
E junto a ele, a mala jazia já vazia,
Com a saudade que ali mesmo morria!
Guria da Poesia Gaúcha
Lavando a Alma, página 32, 1989

Nenhum comentário:

Postar um comentário