
Os seus motivos eu não peço,
me despeço de novas explicações.
As suas falas não me encantam,
canto nova canção.
Os seus gestos não me impressionam...
pressionam meu coração.
A sua voz não escuto,
outros timbres agora eu curto.
A sua demora eu não conto,
já moras em outra.
O seu "a" nunca teve "mor"
obtive, então, um dór... dor aguda.
O seu riso era falso
alvo de minhas românticas discrepâncias.
As suas ganâncias eram o que te guiavam
e você não sabia
que elas te manipulavam
enquanto eu como flor vivia
de girassol, Sol, a te esperar.
E eu estive errada
fazendo de você um ar
oxigênio poluído
que dizia estar
louca a sempre, sempre
contigo ficar.
"A poesia não se inventou para cantar o amor (...)"
- Eça de Queirós
me despeço de novas explicações.
As suas falas não me encantam,
canto nova canção.
Os seus gestos não me impressionam...
pressionam meu coração.
A sua voz não escuto,
outros timbres agora eu curto.
A sua demora eu não conto,
já moras em outra.
O seu "a" nunca teve "mor"
obtive, então, um dór... dor aguda.
O seu riso era falso
alvo de minhas românticas discrepâncias.
As suas ganâncias eram o que te guiavam
e você não sabia
que elas te manipulavam
enquanto eu como flor vivia
de girassol, Sol, a te esperar.
E eu estive errada
fazendo de você um ar
oxigênio poluído
que dizia estar
louca a sempre, sempre
contigo ficar.
"A poesia não se inventou para cantar o amor (...)"
- Eça de Queirós




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