Dor de amor

Foto: E, novamente estou aqui... com um punhado de lágrimas no bolso e o coração pingando entre os meus dedos. Toda doçura que esse amor poderia ter converteu-se em veneno ao meu viver. Não que eu simplesmente o quisesse ter, foi mais forte do que eu - confesso. Aliás, inevitável. Entrego a culpa ao meu cupido, que inimigo de mim se faz e pinta-me sentimentos egoístas: que só em mim querem existir. Quase toda a vida fora assim. Mas agora sinto medo, pois o meu “S” parece ter perdido o seu “2” e a minha panela, ficado sem tampa. 
As esperanças ainda me rondam, sim. Disseram-me que o tarde demais e o nunca são iguais – só existem nos pensamentos cinzas de cada ser. Só que esse coração aperta muito e já não raciocina isso... é que ficou tarde demais para retomar a amizade, tarde demais para sorrir e, o nunca se aproxima quando o ignorar paira sobre nós. E é recíproco, pois o meu amor faz-se de tímido e desconhecido perante a outrem. 
Por enquanto, seguirei caminhando e regando (deixando molhar o solo com os punhados de água que carrego nos bolsos), as flores do jardim da vida.
Ando me controlando pra não te procurar,
preciso dizer o que sinto, mas não posso falar.

Hoje vi sua nova foto, sozinha nem conheci,
faltava algo ao seu lado, eu não estou ali.

Todos me chamam de bobo, me mandam crescer,
mas não sentem o que sinto, não podem entender.

Como seguir em frente, mesmo que eu mereça?
Não da pra andar sorrindo com túmulos na cabeça.

Me sinto estranho ao beijar outra pessoa,
só sei beijar com sentimento, não beijo atoa.

Espero que um dia possa te ver passar por mim,
eu fiz tudo que podia, foi você quem quis assim.

Moisés oliveira

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